Vistoria de final de obra deve ser rotina nas construtoras

vistoria de final de obra

Muitas construtoras brasileiras optam por terceirizar serviços construtivos no canteiro até o final de obra. Os empreiteiros de mão de obra podem assumir todo o projeto ou apenas algumas fases da execução. Comumente as construtoras possuem uma equipe própria, mas recorrem aos terceiros para serviços com alto grau de especificidade, como a parte elétrica e hidráulica, por exemplo.

Isso ocorre porque os serviços mais específicos são pontuais, não se justifica manter uma equipe de profissionais contratados por um período mais longo, sem produtividade. Outro exemplo bastante comum e que exemplifica bem são os gesseiros. A aplicação de gesso no processo de acabamento da obra é algo que ocorre apenas no final da construção. Não faz sentido manter um gesseiro contratado durante toda a obra para aciona-lo apenas na sua conclusão.

Com poucos ou muitos empreiteiros na obra, invariavelmente, sua construtora precisará validar os serviços executados. A vistoria de final de obra se mostra uma ferramenta extremamente válida nesse sentido. É preciso inspecionar a entrega dos empreiteiros para poder cobra-los de eventuais problemas antes de os imóveis serem entregues a seus compradores.

Quem realiza a vistoria de final de obra hoje?

Ao longo do processo construtivo a equipe liderada pelo engenheiro da obra realiza medições de avanço para validar o cronograma das atividades e aproveitam esse momento para apontar as medições dos contratos com os empreiteiros. Geralmente quem executa essa atividade de inspecionar, medir o avanço e qualidade das atividades, é um estagiário em engenharia, um técnico em edificações ou engenheiro júnior.

O ator que executa essa medição não importa tanto na questão da qualidade dessa tarefa, todos – desde que bem liderados – poderão realiza-las com precisão. O que, ocasionalmente, gera problema é o cronograma da obra, que demanda medições expressas. Não há tranquilidade para auferir as medições, pois o cronograma é sempre apertado e o financeiro da construtora precisa da informação da execução das tarefas para liberar os pagamentos aos empreiteiros. Se atrasar o pagamento com os empreiteiros os serviços vão parar e vai gerar um atraso ainda maior no cronograma.

Consequência dessa pressa

Imaginemos que as medições ao longo do processo construtivo foram sendo feitas pelo engenheiro júnior da construtora, de maneira expressa. Sempre apertado no cronograma para realizar essa atividade, além de dividi-la com outras dezenas de atividades importantes.

Mais a frente chegou o momento de entregar o imóvel a seu comprador. O proprietário entra no imóvel, instala seus móveis planejados, decora os cômodos como sempre sonhava, vive ali uma realização pessoal. Em um feriadão prolongado viaja e ao retornar descobre um problema de vazamento na instalação hidráulica que promoveu um grande estrago no seu imóvel. Inicia-se ali um pequeno pesadelo.

A construtora é acionada e vai responder pelo problema que ocorreu em um serviço executado por empreiteiro contratado. O transtorno em desocupar o imóvel temporariamente, desmontar e remontar os móveis, por vezes refazer os móveis, reparar danos em eletroeletrônicos, frustração do cliente com a construtora, tudo isso pode acontecer.

Vistoria de final de obra: Como fazer melhor?

Para minimizar os riscos com situações como esta, que são mais comuns do que se imagina, a construtora precisa investir na qualificação do processo de vistoria de final de obra. Deverá buscar inspecionar de maneira mais minuciosa as instalações e em caso de potenciais problemas acionarem os empreiteiros responsáveis e corrigir os problemas antes de entregar as chaves ao proprietário.

Outra equipe de obra, que não esteve envolvida com o projeto, pode ser um caminho para esse olhar clínico na construção. Muitas vezes estar diariamente na mesma obra faz com que não percebamos alguns detalhes, então trazer outro time para vistoriar faz muito sentido.

Crie uma metodologia de conferência dessa vistoria de final de obra, para que seja registrada a informação de maneira clara e seja possível destacar, por tipo de fornecedor, os diferentes pontos de reparo. Isso vai facilitar demais aos profissionais que vão convocar os empreiteiros para retornar a obra. Temos que ser rápidos e assertivos, pois certamente o retrabalho do empreiteiro joga contra o nosso cronograma de entrega.

Recorrer a um olhar clínico de uma empresa terceira para a vistoria de final de obra pode ser a saída mais eficiente. Um ponto de vista diferente, isento, qualificado, especialista neste tipo de atividade e pronto para entregar um parecer detalhado dos pontos de reparos. Procure o seu caminho para promover a melhor experiência para seu cliente. Isso vai contribuir para a chegada de novos clientes, pode ter certeza!

Como a sua construtora lida com os empreiteiros no final da obra? Te convidamos a ponderar novas alternativas para evitar velhos problemas.

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