Comprar ou alugar? Novidades no mercado imobiliário dão mais liberdade aos consumidores

A imagem mostra um casal se divertindo dentro de uma casa. Foto para ilustrar o artigo sobre comprar ou alugar imóvel

O modo como cada geração vê a aquisição da casa própria é uma das principais diferenças entre elas.Há algumas décadas, a compra de um imóvel era considerada não só essencial na construção de uma vida estável e tranquila, mas vista também como um investimento vantajoso.

Hoje, há quem questione se o investimento vale mesmo a pena.

Para responder a essa pergunta, é preciso avaliar uma série de fatores: será que a região onde a casa ou o apartamento está localizado tende a se valorizar ou desvalorizar?

Quanto será necessário gastar com custos de manutenção e administração? E, se for necessário recuperar o recurso investido no imóvel, será possível se desfazer dele rapidamente sem baixar demais o preço? 

Isso não quer dizer, é claro, que as pessoas não desejem mais comprar imóveis. O estudo Comportamento do consumidor de imóveis em 2040, realizado em parceria pela Deloitte e pela Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), revelou que 80% dos entrevistados desejam comprar uma casa ou apartamento em algum momento da vida, e 58% deles pretendem fazer a compra nos próximos cinco anos.

É possível, porém, que os consumidores mais jovens invistam no imóvel próprio mais tarde do que seus pais ou avós costumavam fazer.

Uma pesquisa do Consumoteca Lab junto a três mil brasileiros entre 17 e 21 anos mostrou que eles colocam a compra de casa ou apartamento em quarto lugar entre diversos possíveis “indicadores de sucesso” na vida, atrás de casar, ter o próprio negócio, e viajar o mundo

O aluguel pode, é claro, ser uma boa resposta aos anseios de consumidores que procuram por mais flexibilidade e menos burocracia – mas também é, para parte deles, a única opção.

Pessoas com baixo poder aquisitivo, que não conseguem bancar a compra de um imóvel ou vencer as exigências necessárias para destravar um financiamento, podem acabar atreladas ao aluguel por muitos anos, mesmo se o desejo for adquirir o próprio imóvel.

O atual cenário econômico brasileiro também dificulta a compra. Os custos com construção vêm crescendo mais que a renda da população, o que pode afastar ou adiar ainda mais esse sonho. Não à toa, o número de domicílios alugados no país cresceu 83% entre 2001 e 2015, passando de 7 milhões para 12 milhões. 

Por sorte, o mercado imobiliário vem passando por diversas mudanças nos últimos anos. Isso possibilita não só facilitar os processos de compra ou de aluguel, mas também apresenta formas totalmente inéditas de ver essas opções.

As novas tendências de aquisição do mercado imobiliário

No Brasil, por exemplo, o rent-to-own, híbrido entre aluguel e compra que existe há mais de cinco décadas nos Estados Unidos, começa a despontar como tendência.

Nesse tipo de acordo, o interessado aluga o imóvel por um período de tempo pré-determinado, e tem a opção de comprar a casa ou o apartamento antes do fim do contrato. Dependendo dos termos, uma porcentagem do aluguel pode ser abatida do valor total do imóvel no momento da compra.

A opção pode atrair potenciais compradores ao dar a eles a chance de, aos poucos, conquistar crédito e pagar por uma parte do valor final; isso tudo enquanto faz uma espécie de “test-drive” da propriedade

Além disso, a última década tem presenciado, no Brasil, um esforço para qualificar a escolha pelo aluguel, agregando serviços e comodidades. Inclusive, com a popularização de conceitos como o coliving, que atendem novas necessidades do público consumidor.

A imagem mostra um chave com um chaveiro no formato de uma casa. Foto para ilustrar o artigo sobre comprar ou alugar imóvel

Digitalização e mais eficiência nos processos de compra ou aluguel

Por fim, a digitalização de rotinas de compra e aluguel tem facilitado e acelerado processos antes conhecidos como lentos e desgastantes. Isso também vai ao encontro das novas exigências do mercado.

Acostumadas a fazer tudo online e a ter produtos e serviços personalizados entregues rapidamente, as pessoas estão, inclusive, dispostas a pagar mais para descomplicar a rotina e economizar tempo

Com boa parte do processo de compra ou de aluguel sendo resolvido online ou com a ajuda de soluções digitais (da procura pelo imóvel à contratação de seguros, passando pelas vistorias de entrada e saída e pela assinatura de contratos e documentos), a burocracia deixa de assustar os consumidores, que ganham mais tranquilidade e segurança na tomada de decisões.

Isso, somado às novas possibilidades que se apresentam no mercado imobiliário – do rent-to-own ao coliving -, aumenta a variedade de ofertas à disposição dos consumidores, dando maior flexibilidade e liberdade ao público na hora de decidir onde e como morar

A fotografia mostra Enrico Dias, CEO do GrupoRV


Enrico Dias
CEO GrupoRV

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